Boletim CH#2 ☘️ Era para manter o foco na cannabis, mas não resistimos...

LSD, MDMA e psilocibina apresentam resultados interessantes em tratamentos de depressão, anorexia, estresse pós-traumático

Alô, pessoal! Tudo bem por aí?

Aqui ainda faz um friozinho chato (estamos exatamente no meio do inverno espanhol) e o céu, quase sempre aberto, hoje ficou cinza. Mas não tem nada não, a gente confia que “o sol há de brilhar mais uma vez…”.

Esta é a segunda edição da newsletter Cannabis Hoje, eba! Ficamos super contentes com os feedbacks recebidos desde o lançamento deste canal. 

A gente quer mesmo conhecer melhor a nossa comunidade e não tem medo de puxão de orelha. Então, se quiser abrir o coraçãozinho com dúvidas, críticas ou sugestões de pauta, se avexe não, venha de papo reto.

Antes de entrar no nosso assunto preferido, uma licencinha para tocar em um tema fascinante que me pegou de jeito a semana passada todinha: o uso de LSD, MDMA e psilocibina (presente nos “cogumelos mágicos”) em tratamentos de desordens psiquiátricas como depressão, anorexia e traumas.

A revista Nature publicou uma reportagem que vai te contar um monte de coisas sobre as quais você provavelmente ainda não ouviu falar, como por exemplo um estudo publicado em novembro de 2020, apontando que 71% dos pacientes com depressão tratados com psilocibina apresentaram redução de mais de 50% nos sintomas depois de um mês de uso e mais da metade deles apresentou um grau maior de remissão.

Para quem quiser se aprofundar no tema, recomendadíssima a masterclass incrível que rolou na semana passada, com a participação do Sidarta Ribeiro e promovida pelo Instituto Phaneros

Também a leitura de “Como Mudar Sua Mente”, do sempre necessário Michael Pollan.

E vamos em frente...


Sabe aquele seu sonho de fazer um tour canábico pelos coffeeshops de Amsterdam? Ele pode estar com os dias contados. A prefeitura da cidade está trabalhando para vetar o acesso de turistas aos clubes alegando que esse tipo de turismo afeta negativamente os residentes e não contribui para intercâmbios culturais. Se a pandemia arrefecer e você fizer questão de visitar a cidade, planeje ir ainda este ano, pois segundo a prefeitura, as mudanças devem entrar em vigor até o início do ano que vem.

Familiares de dezenas de crianças que usam cannabis medicinal no tratamento de epilepsia no Reino Unido estão preocupados com a importação do medicamento. É que com o Brexit, as prescrições feitas na Inglaterra perderam a validade na Holanda, que exporta o medicamento. Mas, graças à pressão das famílias e do Instituto DrugScience, o departamento de Saúde e Assistência Social do Reino Unido anunciou que as prescrições para pacientes já em tratamento seguirão válidas pelo menos até julho deste ano. Pode parecer pouco, mas o prazo já é um alívio para as famílias, que esperam do governo uma solução definitiva nos próximos meses.

Ora ora ora, se não são argentinos se posicionando cada vez melhor no cenário de produção e investigação da cannabis na América Latina. Dois meses depois da liberação da cannabis medicinal no país, os hermanos já firmaram uma parceria público-privada entre o Instituto de Tecnologia Agropecuária e a empresa Pampa Hemp para estudos e desenvolvimento de variedades genéticas e técnicas de cultivo adaptadas ao clima e geografia do país.

A França dará início, no próximo dia 31 de março, a um programa piloto que vai oferecer tratamento à base de cannabis para pacientes com câncer, epilepsia, esclerose múltipla e outras. A agência ANSM, que equivale à Anvisa deles, selecionou empresas da Austrália, Canadá, Israel e Reino Unido para suprir os três mil pacientes inscritos no programa que terão acesso gratuito ao tratamento pelos próximos dois anos. Só então o governo francês dará seu parecer sobre a legalização da cannabis no país.

Se você já cogitou a possibilidade de trabalhar com cannabis no Brasil, a dica de ouro da semana é o CannaBusiness Summit, uma conferência online com inscrições gratuitas, que acontecerá nos dias 9 e 10 de fevereiro. Durante o evento, promovido pela Dr. Cannabis, serão discutidos temas como regulação e oportunidades de trabalho em um mercado tão incipiente quanto o brasileiro. Há espaço para tudo!

Dois avanços importantes para o cânhamo logo nos primeiros dias do ano. A Tailândia acaba de legalizar sua produção, importação, exportação e distribuição. Um passo importante para um país que há poucos anos criminalizava o uso de “drogas” em alguns casos com prisão perpétua ou até pena de morte. 

Na lista de novos materiais permitidos na construção dos carros da temporada do ano, a Fórmula 1 divulgou a inclusão do cânhamo e de outras fibras naturais como linho e bambu.

Enquanto uns avançam, outros empacam. Na Tunísia, três pessoas foram condenadas a 30 anos de prisão pelo uso recreativo da cannabis, o que gerou a ira de grupos em defesa dos direitos humanos e da população que se manifestou em protestos dentro e fora das redes sociais.

Um estudo publicado na Psychological Medicine, da Universidade de Cambridge, sugere que jovens que consomem cannabis frequentemente apresentaram queda de dois pontos no QI de fala. Embora a gente saiba que a cannabis não queima neurônio, como se dizia por aí, é bom lembrar que a substância pode ser prejudicial quando utilizada por gente muito jovem. Por outro lado, a lista de benefícios aumenta proporcionalmente à idade do consumidor, tornando a prática mais segura com o amadurecimento.


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Um abração, gente!

Anita_Cannabis Hoje